Domingo.
A noite havia sido a mais comum possível, sono pesado e o pesadelo que a permeou a noite toda... Não tinha vontade de sair da cama, depois de acordar ainda passei umas duas horas olhando para o teto, inerte, apática... Levantei, almocei, assisti um filme.
A agonia voltou... Não queria ficar ali, também não queria sair, queria ir pra Granja e sentar numa das castanheiras e me deixar ficar ali naquele lugar onde parece que todas as dores já foram desculpadas... Mas a preguiça, a falta de vontade de mover-se (ou seria a falta de vontade de me fazer ficar bem?), fizeram com que eu acabasse juntando minhas coisas e voltasse pra Curitiba.
Cheguei no apartamento e digamos que não tive uma visão tão satisfatória, resolvi não ficar ali. Decidi ir ao Cine Luz ver um filme, liguei para duas amigas minhas e nenhuma atendeu, então resolvi pela primeira vez na vida ir sozinha ao cinema.
Um parênteses: Isso nunca havia acontecido antes, pois existem algumas máximas, que não sei o porquê estão incrustadas em mim, não sei quando, onde ou o porquê mas estão. Como: Ir ao cinema sozinha é o máximo da solidão. Beber sozinho em casa é alcoolismo. Fumar sozinho é vício... hehe.
Engraçado, admito, sempre soube, mas nem tudo em nós, nós controlamos. Ah! É bom ressaltar que com as duas últimas eu já criei um relacionamento mais amistoso e que elas não me incomodam tanto...
Voltando ao cinema...
Fui ver Paranoid Park dirigido por Gus Van Sant, além de achar o protagonista (ou seria antagonista?) parecido com o Aron, adorei as cenas em que ele caminha pelo corredor e tudo está em câmera “lenta” enquanto a trilha sonora é um punk rock.
A experiência do cinema sozinha, não foi tão ruim assim... mas isso não quer dizer que tenha melhorado meu ânimo.
Fui dormir, por que mesmo tendo pesadelos ainda é mais fácil saber que quando se acorda eles acabam.
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