Comecemos pelo começo, ou, pelo que ao menos eu creio ser o começo.
Sexta à noite depois de uma cerveja e muita conversa, bate em mim o início da tempestade que “previ” há alguns dias...
Sábado pela manhã me sentia estranha, o que sentia não era arrependimento pelo que fiz ou de deixei de fazer, ou com quem fiz ou deixei de fazer... a questão era o que eu busco nessas relações furtivas... ou o que tento esconder de mim mesma nessa fuga incessante de um relacionamento estável.
... Correria... o dia foi agitado demais para continuar o raciocínio...
Sábado à noite, eu cansada pelo dia stressante e exaustivo que tive, vou pra Campo City encontrar o pessoal das antigas... Era aniversário do Daniel.
(Até agora não sei dizer ao certo o que foi que desencadeou tudo, mas...)
A festa foi na casa do Ademir, que também é o lugar de que tenho minha última lembrança do Kbeça... Doeu... doeu fundo na alma lembrar que não estive mais presente quando poderia, e que precisou uma desgraça acontecer pra eu lembrar o quanto amo todos os meninos do basquete e a Jana, e como fui negligente. Sei que eles sabem que quase não tenho tempo... Mas isso não é motivo pra de vez em quando eu lembrá-los do quanto me fazem falta, de como sempre que fico agoniada lembro de como era simples sair pra beber e conversar sobre o nada que fazia todo o sentido do mundo... Como se jogar nos arbustos era a melhor resposta que poderíamos encontrar para as nossas dores.
Também teve a conversa no final da noite... que não sei dizer se me trouxe mais frustrações ou esperanças... Eu sei e sempre soube de suas intenções, não fui “malvada” contigo, apenas na época não admitia em atos o que sempre falava aos quatro ventos de que é possível amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo, de que é possível ter interesses distintos com pessoas distintas. E na época eu estava comprometida... Mas tenho que dizer que também me senti “uma segunda opção” em seu discurso de que quando vê “com quem ela está agora...” ... Mas também não terminei este raciocínio já que minha carona pra casa acabara de chegar.
Mas a vida anda e minhas preocupações continuam. Minha vontade de prender a Jana ao pé de minha cama para que ela nunca mais se machuque (nem com a vida nem com os outros), de querer pôr limites nos meninos e de que tudo isso me faça esquecer meus problemas... E que as fugas funcionem.
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