É engraçado como algumas pessoas são importantes nas nossas vidas, mesmo tendo passado por ela de relance...
Tem dois casos bem representativos disto na minha vida que vou usar de exemplo.
1º é o Diego, fizemos um curso de inglês na mesma turma quando eu tinha uns (sei lá) 12 anos... Depois disso se cruzei com ele no meio de Curitiba uma vez, foi muito. Continuamos trocando e-mails e recados no orkut, com nenhuma freqüência, um a cada um ano ou mais... Mas o estranho é que sempre que escreve é algo que me interessa e que faz a diferença no meu dia. E não um “oi tudo bem?”, não que isso não seja bom e não tenha seu valor. Mas não me instiga tanto quanto um: “Oi só passei pra dizer que se a gente não se movimenta a inércia faz isso por nós”... hehe.
2º é o Giovanni, nos conhecemos numa balada, eu chamei atenção dele por ser “diferente” (detalhe eu tava de gótica no meio de balada normal, isso nos meus 15 anos), acabou que ele anotou meu e-mail e saímos um dia pra tomar vinho (2º detalhe, só eu tomei o vinho), subimos numa castanheira e conversamos muito, muito mesmo... Desde então conversamos por msn, também com freqüência nenhuma, mas todas às vezes, tem um fluxo de pensamento absurdo, com teorias que são formuladas sobre os mais diversos assuntos...e como diria ele: Pare o mundo que eu quero descer!
Me explicando (eu acho): Por que dois homens, pra provar que amizade entre sexos diferentes existe (mesmo que o interesse exista, segundo Freud sempre existe, mas é velado de tal forma, que fica no fundo do inconsciente sem aflorar)...
1º caso: Um dos motivos para isso, creio que seja, porque em nenhum momento (pelo menos nenhum que eu lembre), ele me subestimou... mesmo sendo mais velho, sempre conversamos de igual pra igual.
2º caso: Acho que seja pela sinceridade extrema que sempre permeou nossas conversas, conversas sem reserva alguma... onde os sonhos mais absurdos e os ideais mais utópicos eram colocados a mesa, sem medo, sem críticas...
Bom o porque disso? Sei lá lembrei...
Um comentário:
Existe sim, com certeza. Tenho grandes amigas hoje que nunca foram nada além de amigas e outras que algum dia já foram algo mais, mas a amizade continua forte.
Freud achava que em tudo havia sexualidade, então imagine só qual é a base da neurose dele, hehehe!
Bjo!
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