Depois do trabalho resolvemos jantar fora, no mesmo restaurante de sempre no caminho do trabalho para casa. Resolvemos mudar o pedido que também é sempre o mesmo. A moça do restaurante nos convidou para jantarmos no dia dos namorados lá, pois teria um cardápio especial e surpresa no dia.
Movidas pelo convite da moça, começamos a conversar sobre possibilidades de programas para a data. Na qual minha excelentíssima gostaria de viajar comigo.
Neste ponto em diante a conversa se torna crítica.
Ela sugeriu que fossemos para algum lugar com lareira, passeios a cavalo e etc o que me remeteu imediatamente a uma viajem dela com a ex para uma cidade do interior de são Paulo que tinha todas essa coisas. Viajem a qual esta registrada em muitas fotos e vídeos que estão no seu computador e que numa viajem sua de visita a sua mãe, eu passei o final de semana inteiro num exercício masoquista olhando.
Infelizmente minha memória seletiva as vezes me prega peças e este é o tipo de lembrança que numa situação destas se aflora. Enquanto ela falava comigo eu revivia mentalmente cada cena dos vídeos gravados por elas na viajem que fizeram. Das juras de amor trocadas, da felicidade estampada nos rostos delas... e de tudo que nós nunca tivemos...
As palavras delas pela melhor intenção que tivessem, me feriam, como se nada de diferente acontecesse por minha causa, como se eu barrasse tudo...
RESULTADO: Ferpas trocadas, palavras fincadas fundo no coração e a frase que não sai da minha cabeça...
“Às vezes sinto que você é uma estranha”
Um comentário:
é horrível quando a gente percebe isso. e vai fundo no masoquismo de rever todo o arquivo alheio. tem jeito não...
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