Você estava brava comigo... eu sabia e sentia isso mesmo você tentando esconder.
Estava brava porque tinha me ligado, convidando pra sair e depois de muita insistência da sua parte e muitos “nãos” da minha; eu disse:
“Você quer saber o porquê eu não quero sair contigo?”
“Quero”
“Eu vou sair com outra pessoa”
“Ah... ta então!”
Tu tu tu tu tu...
Na hora eu ri, claro! O acordo sempre foi esse, ou pelo menos eu achei que tivesse deixado claro desde a segunda vez que saímos que eu não quero um compromisso agora na minha vida. Que isso não cabe! Não agora!
Mas junto com isso bateu uma dorzinha no peito, uma culpa por ter magoado sem necessidade... afinal de contas eu gosto de você, do contrário tu não teria estado uma segunda vez na minha cama...
Bom... uns dias depois tu apareceu lá em casa tarde.
Eu já tava dormindo e acordei com tua ligação dizendo que estava na porta do prédio... eu desci, de pijama mesmo, morrendo de sono e pensando que quando entrássemos no meu quarto eu ia desmaiar na cama de tanto sono.
Depois de fechar a porta do quarto tu me dá um chocolate... Um agrado claro, assim como o gato que lambe pra depois arranhar...
Deitamos e eu resolvo comer o chocolate, conversamos um pouco e eu ainda acreditava piamente que iria dormir, fui me aconchegando, me encaixei no teu corpo pra dormir de conchinha... mas...
Mas eu tinha esquecido que a gente pega fogo muito fácil...
Tu começa a me beijar o pescoço, as costas, me morde, me aperta... nisso meu sono já tinha desaparecido e nós viramos uma...
Mas tu se aproveita que estou de costas e quer descontar, eu sei, mesmo que você diga que não, você quer me castigar... suas mordidas ficam mais fortes, as puxadas de cabelo mais violentas, você se sente dona da situação...
Mas eu não ia deixar você ilesa... eu não ia deixar você achar que está no controle da situação, soberana... ah eu tinha que cobrar, com juros e correção monetária.
Quando estávamos “descansando”... começa meu ataque. É a minha vez de usar o teu corpo, de morder cada centímetro, de te fazer sentir minha língua passeando por ele... tu tenta fugir, diz que não pode, que tu é o “machinho”... ah meu bem, eu digo: “Eu não faço nada que você não queira”... mas tu não agüenta, já está mole, claro, são sensações diferentes da que você está acostumada, são lugares do teu corpo que de certa forma são negados... Mas o jogo de poder é uma brincadeira deliciosa, entre fugas fingidas, entregas inusitadas, pedidos, ordens... enfim o gozo... Nessa hora teu corpo era tão meu que palavras sussurradas no teu ouvido te fazem tremer... beijos no pescoço te fazem gemer... e eu adoro isso!
4 comentários:
o fogo nunca acende sozinho, né... ;)
bjs
Ualll
Adoro a maneira como vc coloca as palavras na frase =)
beijos
"nisso meu sono já tinha desaparecido e nós viramos uma..."
ju: viraram uma o que?
sensacional vc ter virado o jogo hein? fazer a escorpiã provar do veneno...
O modo com que tu escreve nos faz viver a história...é perfeitoo...
Beijos
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