Nas minhas pesquisas diárias sobre notícias, ou por indicação de amig@s sempre encontro matérias muito boas, emblemáticas, chocantes e etc. Mas esta me deixou com uma pulga atrás da orelha. Olha só um trecho:
Texto de Jéssica Valenti publicado originalmente no The Nation.
"Mulheres votam em seus interesses – não em seu sexo ou idade – mas elas ainda querem se ver representadas. Se as únicas jovens americanas que vêem se identificado como “feministas” são aqueles à direita, corremos o risco de perder a maior batalha cultural e as várias jovens que estão buscando uma resposta para as mensagens misturadas sobre o que realmente é o feminismo. Francamente, se nós nos colocarmos as jovens ativistas em uma posição vibrante na dianteira e no centro, não haverá dúvidas sobre quem está criando a melhor mudança para as mulheres".
Entre outras coisas a matéria focava o uso que as mulheres da direita tem feito do termo "Feministas", mesmo não tendo nenhuma militância e nem acreditando e defendendo os pontos dos movimentos feministas.
E foi isso que me fez parar pra pensar, junto com o vídeo que fiz da conversa que tive com o Mário Poloni (ver post anterior). O capitalismo e a direita tem cada vez mais se apropriado da imgem das minorias para obter lucro e cooptar pessoas, seja comercial ou politicamente. Para eles somos objetos, moedas de troca, marcas, cores, etc. Não pessoas que lutam por ideias e pelo fim das desigualdades e violências que nos atingem.
E digo "nos atingem", porque também faço parte destas ditas minorias e milito em defesa destes direitos. Mas e a esquerda o que tem feito? Vejo cada dia mais críticas de movimentos LGBT aos partidos de esquerda deste país. Claro que meu sangue ferve e retruco dizendo, olha lá, fulano fez tal proposta, ciclano fez tal defesa... mas estes exemplos infelizmente são poucos diante da enormidade que se silencia e a maioria contrária.
Nessas horas penso, peso, reflito... e me confundo nas minhas próprias idéias, crenças, esperança e desilusão. Como fazer a diferença quando nossa luta é distorcida pelos nossos inimigos e ganha as massas e nós perdemos cada vez mais @s militantes? Como encantar as mentes e corações para a luta?
Digo a tod@s e repito: Desistir jamais, por mais dolorosa que seja a luta. Mas não acho que seja fraqueza admitir que às vezes cansa e dói, levar tombos e rasteiras.
Nenhum comentário:
Postar um comentário