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terça-feira, 25 de agosto de 2009

Expressão Corporal

Bom, isso teoricamente é um relatório para a matéria de Expressão Corporal da minha faculdade.
Por que aqui? Porque acredito que consigo me expressar melhor usando uma linguagem mais informal, e considerando isso como uma análise de desabafo e não como um “trabalho”, as coisas fluem melhor.

Então...
Toda ano quando as aulas começam e eu tenho as primeiras aulas de Expressão Corporal, eu penso: “O que diabos eu estou fazendo aqui?”
Isso decorre primeiro de quase uma vida toda negando o próprio corpo, e em segundo lugar de 3 anos de aulas com professores que poucas vezes me “fisgaram” a se interessar na aula, por ter uma postura que não me agradava.
Não vou negar que as expectativas para este ano não eram as melhores, já que não se tinha um professor para esta matéria até final do primeiro bimestre.

Ou seja, regularizada a situação, tínhamos aulas no sábado, para repor as perdidas... Agora me diga quem é a pessoa que acorda feliz num sábado de manhã para ir fazer aula de “corpo”?? no one...
Mas qual é a surpresa quando apareço pra primeira aula (pra minha primeira aula q já era a terceira hehe)... E me deparo com exercícios específicos, condicionamento, desafios... opa... será que esse professor realmente trouxe propostas diferentes... hummm...
Ta também tem parte em que ele ficou tirando sarro de mim, por estar de calça jeans e blusinha (já q tinha ido direto da balada pra aula, mas isso é detalhe hehe)...
Mas tem outras coisas que também me fazem ganhar interesse nas coisas, uma delas é a ética, e sim, este professor realmente parece ético e justo, a sua maneira claro, pois cada um age de acordo com seus princípios, e ser justo com nossa turma tenho que admitir, não é fácil.

Na segunda aula que participo, ele sugere trabalhar com movimentos que se originam na coluna, começo o exercício com a mesmo resistência de sempre, até que vou encontrando pontos de tensão e penso: “eu posso trabalhar com os movimentos originados pela minha coluna que causam tensão, ou que me mostram meus pontos de tensão”... Eureka! Diria o Zé... hehe
Acho que foi a primeira vez que realmente realizei uma proposta na aula de corpo e senti que cumpri o objetivo, sem estar mentindo pra mim mesma.

Mas nas próximas aulas, vieram exercícios sobre imaginar uma linha contínua, e tenho que confessar minha cabeça voou novamente, porém agora a resistência é contrária do que sempre acontecia, ao invés de negar a oportunidade de fazer os exercícios, há a resistência de tentar não deixar a cabeça divagar.

Ok, ok... não funciona 100%, mas já é um começo.

As mudanças são lentas, mas antes tarde do que nunca.

2 comentários:

Vampira Dea disse...

Essas auas quando não são bem conduzidas são bem chatinhas.Se jogue menina! Relaxe talvez fique mais legal assim.

Cristóvão de Oliveira disse...

Sim, que bacana esse post por aqui!
Tive que fuçar teu orkut pra encontrar o blog, rsrsrs...

Seria bom que o pessoal visse esse tipo de trabalho realmente como algo mais informal e não como um "trabalho" que pressupõe avaliação, etc e talz...

Sim, sim, sua turma não é fácil! Eu sei que tb não sou!!! Então estamos bem!

Obrigado pela deferência,
bj do Cris