Ela me liga avisando que está vindo para cá, que se inscreveu numa pós e sua inscrição foi aceita.
É hora de eu correr pra levar o beliche pro meu quarto, organizar o guarda-roupa para deixar um espaço para ela e dar uma ajeitada na bagunça, porque em dois meses no apê ainda não tinha tido tempo de organizar minhas coisas e também não tinha levado tudo ainda, tinham coisas espalhadas por aí, trabalho, casa de amigos, etc (bem, ainda tem coisas perdidas por aí).
Mas ok, é quarta-feira, eu vou para a aula, preocupada sem notícias dela, que disse que chegaria às 19h e ainda não tinha me ligado. Apresento um trabalho (trucão) para aula de Música e Ritmo, que tem uma professora que parece a Lagarta de Alice no País das Maravilhas, termino de apresentar e o telefone toca.... ahhhhhhhh!
Ai é um abraço pro gaitero! Hehe, eu já estava tremendo, suando frio e imaginando mil e uma formas de dar oi, como falar, eteceteras.
Ela já tinha chego, estava na casa de uma amiga, iria para minha casa depois.
(Bom coincidentemente era véspera de feriado e teria uma festa Junina da minha turma da faculdade para arrecadar dinheiro para a formatura, e eu já tinha pego ingresso pra ela também).
Vou para casa depois da aula, com uma galerinha a tiracolo que iria se arrumar lá... ela chega logo após, toca a campainha... Coraçãozinho palpita desço as escadas aos pulos quase erro os degraus... abro a porta... eu nem posso acreditar... eu só a tinha visto duas vezes na vida antes disso... eram 3 anos de conversas pela internet, compartilhando histórias, confissões, angústias, medos e vontades... uma ligação inexplicável...
E agora ela estava ali na minha frente, com um sorriso lindo aberto... como se ela já morasse ali e só estivesse voltando de uma viagem de férias... Ela me abraça e mesmo assim continuo achando que aquilo tudo é fruto da minha imaginação.
Subimos as malas, apresento ela para as meninas e os outros moradores do apê e vou tomar banho... eu ainda estava perdida com toda a situação precisava me centrar, e me arrumar pra festa também, claro!
Seguimos todas rumo ao largo, vestidas de “caipiras da cidade grande” pra divulgar a festa... eu procurava também meu irmão que teoricamente estava lá bebendo desde as 19h, claro que não encontrei (óbvio!), mas ao contrário to que todas achávamos ele não tinha ido embora, já estava dentro da festa, beeeemmm alegre! Hehe...
Entramos finalmente na festa, as idéias de Barraca do Beijo e Correio Elegante foram quase abortados, pois não poderíamos cobrar. A Vida e o Ronie até que rodaram a cestinha com recados por boa parte do tempo na festa, mas por pura diversão.
Eu depois de várias pessoas me parabenizarem pela nova guetcha que eu estava pegando e de eu explicar todas as vezes que ela era minha amiga e que eu nunca peguei ela, fui tratar de beber. E lá pelo meio da festa anunciaram no microfone (ou fui eu que gritei já alterada pelo álcool), que trocava beijo por Tequila (hehe)...
Um piá qualquer, me pagou uma tequila e não entendeu que era um beijo só e grudou em mim, eu não fiz muito para me desfazer da situação, por que como já estava bêbada, estar ficando com alguém me impediria de fazer alguma bobagem, como agarrar o meu amor platônico que se encontrava na mesma festa que eu.
Continua....
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