Pode parecer ingenuidade da minha parte... admito. Mas ano passado descobri uma neurose que tenho... tarde?! Nem tanto...
(Que talvez seja um dos motivos pelo qual escolhi teatro como carreira profissional)
O fato é que num dos meus casos de uma noite, não estando bêbada, me dei conta de que crio personagens com os homens...
Sim isto é normal (... normal num nível aceitável, numa brincadeira saudável para tornar as coisas mais interessantes), mas não da maneira como ajo, chegando ao extremo de depois não acreditar que era eu e fugindo desesperadamente do ser (seja quem for) pra nunca mais ver na minha frente...
A noite da descoberta foi difícil, sabe o que é tu falar e logo em seguida ficar se penalizando pelas palavras...Hummm... Muito estranho Sherlock... muito estranho...
Terás de perder mais tempo do que o comum neste caso... já que está sem parceiro nesta empreitada, meu caro Watson...
4 comentários:
Não há nada de preocupante em ser uma " personagem" com cada um dos seus casos , nem ter uma pessoa específica com a qual vc se libera tanto que nem se reconhece.
O preocupante mesmo é vc não se reconhecer sozinha...
Personas são um sinal de saúde; quem nas as tem é chamado de psicótico. Mas concordo com você quando você se preocupa com o fato de talvez achar que não se baste sem elas... o rosto tem que vir sempre em primeiro lugar do que as máscaras ;)
Uma vez eu perguntei coisa parecida para a minha terapeuta, numa idade parecida com a sua. Com o tempo fui descobrindo que eu estava me descobrindo. Máscaras, todos usamos em algumas situações. Nossos rostos, em situaçòes em que nos sentimos plenas.
Sem estresse Sherlock, sem ansiedade Watson. ;)
Vc é genial, guria. Esse teu blog tinha que ser lido por todas as mulheres do mundo.
Beijoes
Postar um comentário