Sumida? Sim... Por que? Por que eu sou assim... Sem querer, deve ser da minha natureza desconhecida, sou de presença instável...
Mas parando a sessão filosofia e partindo para as vias de fato, o que aconteceu foi que na faculdade estou ensaiando uma peça que terá estréia em julho, é final de semestre e tenho um monólogo para apresentar para a matéria de Interpretação.
No trabalho foi uma correria para o Ato do dia 28 de Maio, Dia Nacional de Luta pela Redução da Jornada sem Redução de Salários, no qual, aliás, participei das manifestações (quem mora por aqui talvez tenha me visto no jornal da tarde, levando um “sutil” empurrão do policial... hehe).
O dia 28/05 pra mim, começou às 2h30 quando acordei e me preparei para ir fechar a Garagem de ônibus do Carmo. 3h30 estávamos lá em torno de umas 100 pessoas, às 5h30 os primeiros policiais chegam, pedem pra que nos retiremos, e como não cumprimos a ordem, chamam reforços, 6h00 estamos sentados de costas para os policiais cantando vinhetas pela Redução, quando somos retirados do local sutilmente aos empurrões e pontapés.
Às 7h fechamos a BR 116 por meia hora, dae partimos para a Praça do Atlético da onde saiu a marcha em direção a Praça Rui Barbosa às 10h.
Ao meio dia, o ato estava terminando e eu fui para meu trabalho...
Hehe... minhas pernas doíam, minha voz quase não existia e o cansaço além de físico era psíquico... Mas estava feliz, foi minha primeira manifestação, me senti parte de algo.
Sem contar que acredito na diplomacia, mas também acho que tem horas em que abalar as estruturas é a única forma de fazer as coisas andarem.
Um comentário:
Tá... Eu também faço parte da linha diplomática enquanto consigo levar as coisas do jeito que EU quero, do jeito que EU acho certo. Se as coisas não são bem assim, nada que um tapa na mesa não funcione e um tom mais alto de voz faça com que prestem atenção no que dizemos.
Mas nunca enfrentaria a truculência policial - isso me apavora!
Se cuida, menina!
Beijinhos.
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