Há muito, muito tempo não escrevo aqui...
Por milhares de motivos... alguns que eu gostaria de nem ter que lembrar que existiram...
O fato é que muitas vezes pensei em vir aqui e escrever, ser verborrágica e utilizar este blog para função a qual ele foi criado, ser uma válvula de escape.
Mas algumas das escolhas que fiz na vida, me fizeram, entre tantas outras coisas, ter que aprender, de certa forma, a medir minhas palavras, a limitar minhas expressões mentais ao que é aceitável, zelando pela imagem que eu devo, deveria, manter para o público, seguidor@s, e durante um período, possíveis eleitor@s.
A verdade é que eu sinto vontade de apenas me expressar verbalmente ou corporalmente, mas a escolha que sempre tem sido feita é a da expressão silenciosa em mim mesma, de conversas internas, com personagens das minhas personalidades, algumas emprestadas de personagens que interpretei, outras simplesmente formas de mim mesma reprimidas conscientemente.
A verdade, na verdade, é que não sei o que dizer. Quero me expressar, mas nem ao menos sei o que quero dizer. Sei apenas da confusão que está aqui, dentro de mim, em violenta tormenta e em ebulição...
O medo, claro, está em quando e como irá explodir....
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sexta-feira, 11 de setembro de 2015
sexta-feira, 28 de março de 2014
Curso Promotoras Legais Populares de Curitiba
Estão abertas as inscrições para a 3ª turma do curso "Promotoras Legais Populares de Curitiba e Região Metropolitana". O curso começa no próximo dia 05 de maio, com 60 vagas voltadas especialmente para mulheres organizadas no meio popular, nos sindicatos e em movimentos sociais.
O projeto teve início em Curitiba a partir da articulação de estudantes, militantes, sindicalistas, e tem como objetivo central a formação sobre o feminismo e os direitos das mulheres, para o fortalecimento das lutas nos diversos espaços de atuação.
O projeto Promotoras Legais Populares surgiu da necessidade de enfrentar as situações de violência, exploração, discriminação e desigualdade sofridas pelas mulheres.
É um projeto que já é construído em outros países da América Latina e em diversos estados e cidades do Brasil e está sendo realizado pela terceira vez em Curitiba. A proposta motora deste projeto são os cursos, que tem como objetivo contribuir para a igualdade de direitos e o exercício da cidadania das mulheres, possibilitando maior conhecimento sobre os direitos das mulheres e os mecanismos de sua efetivação, as lutas feministas, as leis que garantem direitos a mulher, especialmente sobre a “Lei Maria da Penha”.
O projeto busca oferecer às mulheres condições para superar as situações de discriminação e desigualdade vividas no cotidiano, formando-as para reconhecerem a ocorrência de violações e se empoderarem para enfrentar esses problemas. É um projeto que traz no seu bojo traços dos ideais de justiça, democracia e dignidade, a defesa dos direitos humanos e a construção de relações igualitárias e justas. Tem possibilitado a criação de novos espaços de união e articulação que abrem caminhos e rompem barreiras contra a discriminação e a opressão. As Promotoras Legais Populares são aquelas que podem orientar, dar um conselho e promover a função instrumental do direito na vida do dia a dia das mulheres.
Cada encontro do curso contará com facilitadoras de movimentos feministas e populares, profissionais da área do direito, da saúde, da comunicação, assistentes sociais, etc.
Quem pode participar? O curso é organizado apenas por mulheres e para mulheres do meio popular, trabalhadoras, de movimentos e organizações sociais e sindicais e de comunidades tradicionais, de qualquer idade.
Não há qualquer tipo de custo.
Como se inscrever? Entregar a ficha de inscrição devidamente preenchida para uma das coordenadoras do projeto, enviá-la para o e-mail plpscuritiba@gmail.com ou deixá-la na Secretaria do Núcleo de Prática Jurídica da UFPR (NPJ) no prédio histórico da UFPR na praça Santos Andrade.
As inscrições vão até dia 21 de abril.
Vagas: Infelizmente dispomos de apenas 60 vagas. Por conta dessa limitação, as vagas serão prioritariamente destinadas a mulheres organizadas no meio popular, nos sindicatos e em movimentos sociais, público-alvo do projeto. A seleção se dará com base nos dados fornecidos na ficha de inscrição. Entraremos em contato com as selecionadas até dia 28 de abril.
Ressaltamos a todas as interessadas a importância do comprometimento com o projeto. Se você é selecionada e deixa de comparecer, está vaga poderia ser destinada a outra mulher que pode ter muita vontade e disponibilidade para participar.
Quando? Os encontros são semanais e acontecem todas as segundas-feiras das 18h30 às 21h.
Serão 21 encontros de 05 de maio a 29 de setembro.
Onde? No prédio Histórico da UFPR na praça Santos Andrade - sala 201 da psicologia
Conteúdo:
Mulher, História e Ideologia (Apresentação do projeto / Educação Popular Feminista / A Construção dos papéis sociais da mulher e do homem na sociedade / O sistema capitalista e a divisão sexual do trabalho / A história do movimento feminista e o feminismo no Brasil: as lutas históricas das mulheres brasileiras / Mulher, mídia e representação cultural).
Para entender a sociedade (Relações Raciais / A Mulher Negra / Políticas para mulheres e mulheres na política / Laicidade do Estado e Religião)
Para entender o Direito (Os direitos da Mulher Trabalhadora / Direito à Cidade e à Moradia Digna / Direito das Famílias, da criança e do adolescente / Mulher, polícia e prisão)
Violência contra a mulher (Para entender a violência contra a Mulher / Uma conquista das Mulheres: a Lei Maria da Penha e os desafios de sua aplicação)
Saúde e sexualidade (Saúde da Mulher / Sexualidade e reapropriação do corpo pela mulher / Direitos reprodutivos e aborto / Diversidade sexual)
Avaliação do curso
Mais informações: plpscuritiba.wordpress.com/ ou www.facebook.com/plpscuritiba
Att, Coordenação do Curso de Promotoras Legais Populares de Curitiba.
quinta-feira, 27 de março de 2014
quarta-feira, 26 de março de 2014
Colocaram gays e homofóbicos na mesma sala e pediram para se abraçarem
O canal The Gay Women Channel no YouTube, resolveu fazer um vídeo experimental inspirado na sensação que foi o vídeo produzido pela grife de roupas femininas de Los Angeles chamada Wren, que teve mais de 20 milhões de visualizações em dois dias. No vídeo, em preto e branco, gravado em estúdio, a diretora Tatia Pilieva pediu que dez casais desconhecidos se apresentassem e dessem o primeiro beijo. As roupas usadas por todos os participantes era da nova coleção de outono da grife.
Bom agora que já viu o primeiro vídeo vamos ao que no interessa.
O The Gay Women Chanel, convidou algumas pessoas homofóbicas para se encontrarem com alguns homossexuais e pediram que eles se abraçassem. Olha só o resultado (o vídeo tem legendas em português).
terça-feira, 25 de março de 2014
Voucher dá desconto no Festival para peças Curitibanas
O Festival de Teatro de Curitiba começa hoje e aproveito para dar mais uma DICA.
Se você for assistir a uma peça Curitibana, peça o voucher da Fundação Cultural de Curitiba e receba R$ 10,00 de desconto.
Mas tem que correr porque serão apenas 5 mil vouchers.
COMO OBTER O DESCONTO
- Dirija-se a qualquer uma das bilheterias do Festival de Teatro (shoppings Mueller, Barigui, Palladium e no Memorial de Curitiba)
- Escolha uma peça curitibana em cartaz na mostra Fringe
- Peça ao bilheteiro pelo voucher e apresente seu RG
- Você receberá desconto de R$10 no ingresso de até 4 peças escolhidas
- O desconto vale para meia entrada e não é cumulativo (exemplo: se o ingresso custa R$20, você paga apenas R$10. Se tiver direito a meia entrada, não paga nada. Mas lembre-se: não há troco! Se o ingresso custa R$10 e você tem direito a meia entrada, não paga nada, mas não recebe dinheiro de volta).
As peças do Fringe podem ser consultadas no site festivaldecuritiba.com.br/fringe.
Se quiser saber mais acesse o site da FCC http://www.fundacaoculturaldecuritiba.com.br/noticias/fcc-distribui-vouchers-para-desconto-em-pecas-curitibanas-no-festival-de-teatro/
segunda-feira, 24 de março de 2014
Marcha?!?
Sobre a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, realizada nas capitais neste sábado, aproveito para divulgar alguns links.
E fica a dúvida, será que o número pessoas (lê-se irrisório) nas passeatas (onde elas aconteceram) é realmente motivo de ficarmos aliviados?
Penso que o poder aquisitivo das pessoas que estavam e das tantas outras que não foram, mas estão por aí no mundo em que vivemos sim é o peso que será nossa pedra no sapato, principalmente nas eleições, deste e dos próximos anos, enquanto não houver uma reforma política e eleitoral.
Link 1: Facistas transformam centro de SP em hospício
Link 2: Marchas direitistas fracassam em todo o País
Link 3: Dez razões para não ter saudades da ditadura
E fica a dúvida, será que o número pessoas (lê-se irrisório) nas passeatas (onde elas aconteceram) é realmente motivo de ficarmos aliviados?
Penso que o poder aquisitivo das pessoas que estavam e das tantas outras que não foram, mas estão por aí no mundo em que vivemos sim é o peso que será nossa pedra no sapato, principalmente nas eleições, deste e dos próximos anos, enquanto não houver uma reforma política e eleitoral.
Link 1: Facistas transformam centro de SP em hospício
Link 2: Marchas direitistas fracassam em todo o País
Link 3: Dez razões para não ter saudades da ditadura
Jornalista discute visibilidade lésbica no Brasil em livro-reportagem
Retirado do site Agência LGBT Brasil
No dia 29 de agosto de 2013, a jornalista Karla Lima lançou a obra “Muito Prazer – Vozes da Diversidade”, no qual 23 mulheres homossexuais relatam suas histórias de vida. No mesmo dia, a escritora realizou o lançamento das crônicas “Armário sem Portas 2”, escrito juntamente com sua parceira Pya Pêra.
A data não poderia ser mais propícia. Em 2003, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva incluiu o dia 29 de agosto no calendário nacional de comemorações como sendo o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica. Além disso, em 2013, completam-se trinta anos desde uma manifestação de lésbicas no extinto Ferro’s Bar, em São Paulo. Na ocasião, polícia e mídia foram favoráveis aos diretos gays.
De acordo com Karla, todos os aspectos menos favoráveis da homossexualidade facilmente ganham espaço na imprensa e em programas de humor. “Diante disso, o livro [‘Muito Prazer’] tem um propósito declarado de expor perfis que transmitam exemplos positivos”, defende a autora. “Esse foi um recorte editorial deliberado que fiz.”
“Privilegiei não apenas histórias pessoais bem-sucedidas, mas também procurei variar as atividades profissionais das entrevistas”, relata Karla. No livro-reportagem, a escritora não usa pseudônimos e nem siglas — todas as entrevistadas são identificadas plenamente.
Para a escritora, em um mundo ideal, no qual a orientação sexual das pessoas fosse tão indiferente quanto outros aspectos privados, a obra não teria razão de ser. “O livro que eu escrevi não seria necessário, não faria sentido.”
“Como, infelizmente, estamos muito distantes do mundo ideal, o livro é necessário para, em primeiro lugar, mostrar para a sociedade aspectos das vidas das lésbicas que raramente ganham noticiabilidade. Em segundo lugar, é importante para servir de referência positiva para mulheres homo, bi ou transexuais, uma referência positiva de inserção social”, diz.
O prefácio é escrito pelo deputado Jean Wyllys e quarta capa pela jurista Maria Berenice Dias.
Confira o teaser da obra:
Segue release feito pela autora:
Libelo pela liberdade
Como era assumir-se lésbica no Brasil da ditadura? Como é ser lésbica em 2013? Quanto havia de culpa e leveza e em que proporções se misturam, hoje, vergonha e tranquilidade? Como as mães reagiam à homossexualidade das filhas nas décadas de 1980 e 90? A maternidade lésbica é diferente da heterossexual? O que pensam os filhos de mães homossexuais? A jovem que sai do armário na escola ou faculdade sofre perseguição, quem se assume no trabalho perde promoções? Como reagem as adolescentes quando seu líder religioso afirma que amar uma moça é errado? O que pensam aquelas que se apaixonaram por outra mulher já na maturidade? Este livro não responde a nenhuma dessas questões.
Os relatos aqui apresentados incluem e excedem esta gama de assuntos, porém não se prestam a generalizações, muito pelo contrário. O que as narrativas descortinam é justamente a singularidade das histórias: a experiência íntima e intransferível de 23 brasileiras que, pelos mais diferentes motivos, batalham pela visibilidade das homossexuais, pelo respeito e pela igualdade de oportunidades e direitos.
Com prefácio do deputado federal Jean Wyllys e contracapa de Maria Berenice Dias, este livro apresenta a trajetória de entrevistadas de 18 a 75 anos, em um conjunto de depoimentos instigantes, sofridos e divertidos sobre descobertas, lutas, dificuldades e realizações. Em toda a plenitude de sua diversidade.
Karla Lima nasceu em São Paulo em 1971. Foi publicitária e professora alfabetizadora de adultos, formou-se em Jornalismo e trabalha como preparadora de texto, redatora autônoma e ghost writer. Em coautoria com Pya Pêra, lançou “Armário sem Portas” (2006) e “Armário sem Portas 2” (2013). Em 2011, publicou o livro-reportagem “Ziguezagueando pelo Islã” e o romance “Minha Vida de Brinquedo”.
_______________________________________________________
Muito Prazer – Vozes da Diversidade (296 páginas - 16 x 23cm)
R$ 35,00
Contato: karla@litrosdeletras.com.br
sexta-feira, 21 de março de 2014
Armário sem Portas 2!
Quem já leu o primeiro não irá resistir ao volume 2!
Pessoal desse meu Brasil! É com grande prazer e entusiasmo que apresento para vocês uma dica de livro, o “Armário sem Portas 2”.
Ah! Vai dizer que você ainda não conhece o “Armário sem Portas 1”?!?! Corre olhar no site e aproveita e compra os 2 de uma vez!
Conheci o primeiro livro em um dia daqueles em que você está procurando na internet algo para dar para sua namorada no dia das namoradas, mas que não seja nada que ela jamais tenha ganho de uma ex (rs).
Foi quando me deparei com o “Armário sem Portas”, li a resenha, mostrei para a excelentíssima que se mostrou interessada na história e encomendei. E para a minha surpresa eu pude pedir uma dedicatória no livro para a minha amada, não é fantástico!
Quando chegou lemos as duas juntas e para a nossa surpresa a história das autoras tem muito a ver com a nossa, pois também somos um casal muito diferente que o acaso acabou juntando.
É só lendo para saber como este livro é divertido, emocionante e apaixonante!
Repasso aqui a resenho feita pelas autoras e o vídeo propaganda:
Sete anos depois, elas estão de volta!
Com algumas rugas a mais, mas com o vigor de sempre, Karla Lima e Pya Pêra dão as caras neste Armário sem Portas 2, repleto de crônicas cômicas sobre as situações mais curiosas que viveram juntas – e casadíssimas! – desde o lançamento do primeiro livro.
Do sucesso da edição anterior às posturas que assumem publicamente a favor da diversidade sexual; da famosa ajudante doméstica à Panqueca e outras guloseimas; das viagens às inusitadas relações com a natureza, a música, as crianças, a velhice, o trabalho, a Língua Portuguesa e até as fezes, tudo aqui cheira a bom humor, ao abordar o cotidiano comum a todos nós – este que pode ser chato e monótono se você não tiver tempo interno para atentar ao que há de essencial até nos pequenos momentos.
Independentemente da orientação sexual ou do estado civil do leitor, este livro fala de perto aos corações ao tratar da longevidade das relações amorosas fundadas em respeito e compreensão, realidade desejada por todos mas, contraditoriamente, desacreditada por muitos.
Pessoas diferentes entre si e por isso mesmo um casal apaixonante, Karla Lima e Pya Pêra continuam nos provando que o relacionamento duradouro e feliz é possível para qualquer um de nós. Elas continuam servindo de inspiração. Acredite e boa diversão!
Karla Lima nasceu em 1971 e é jornalista. Sonhava escrever um livro desde os 15 anos. Pya Pêra, empresária, consultora, musicista e fotógrafa, nunca tinha pensado nisso.
Vídeo propaganda youtube:
_____________________________
Armário sem Portas 2 - 288 páginas (14 x 21cm)
R$ 35,00
Contato: karla@litrosdeletras.com.br
Site da editora Litros de Letras
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Dia da Consciência Negra e votação do PLC122
Texto publicado dia 20/11/13 no site Parada Lésbica http://paradalesbica.com.br/2013/11/dia-da-consciencia-negra-e-votacao-do-plc122/
Hoje Dia da Consciência Negra (20 de
Novembro), é uma dia para se lembrar da dívida histórica que temos com o povo
negro. Dívida sim! Presente no nosso cotidiano quando os números de várias
pesquisas mostram que os negros recebem menos que os brancos e que a juventude
negra está sendo exterminada.
“De
acordo com o estudo ‘A cor dos homicídios no Brasil’, feito pelo coordenador da
área de estudos da violência da Faculdade Latino-Americana (RJ), Júlio Jacobo
Waiselfisz, de 2001 a 2010, a morte de jovens brancos no país caiu para 27,1%,
a morte de jovens negros cresceu para 35,9%”.
Se o racismo tão negado pela sociedade
brasileira faz isso com a população negra, o que dizer das mulheres negras?
Segundo pesquisa do IPEA em parceria com a
UNIFEM as mulheres negras estão expostas a “múltiplas formas de discriminação
social (...), em consequência da conjugação perversa do racismo e do sexismo,
as quais resultam em uma espécie de asfixia social com desdobramentos negativos
sobre todas as dimensões da vida” (Revista Estudos Feministas).
Os dados da violência contra a mulher dão um
exemplo deste citado “desdobramentos negativos”, quando mostram que 61% das
mulheres assassinadas são negras.
Mas não paremos aí, se estamos falando na
somatória das mais variadas formas de discriminação e preconceito, precisamos
falar das mulheres negras lésbicas ou bissexuais. Que são atingidas de maneira
cruel por uma sociedade que invisibiliza a violência praticada dia a dia contra
elas, seja através da exclusão, falta de oportunidade de estudo e emprego, e
também presente no padrão de beleza branco que não as reconhece.
Por isso esta data é tão importante para a
conscientização da sociedade, para o empoderamento da população negra e
reconhecimento de sua história não como “a parte” do Brasil, mas como pilar
fundante deste país.
E esta data tão simbólica também é o dia em
que mais uma vez o PLC 122 (projeto que equipara a homofobia ao crime de
racismo) foi colocado em pauta para votação do Senado, mas por pressão da
bancada evangélica foi retirado.
Continuamos na luta!
Viva Zumbi! Viva Dandara!
Viva Éllen Oléria!
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Vamos votar em "Elvis e Madona"
Divulgo aqui o e-mail que recebi sobre o filme "Elvis e Madona" que está concorrendo ao Prêmio Netflix. VAMOS VOTAR!
Prezad@s Senhor@s, pedimos sua atenção, apoio, voto e contribuição na divulgação da nossa campanha.
“Elvis e Madona”, o filme que revolucionou a formar de abordar a temática LGBT e as relações homoafetivas, mostrando a divertida comédia romântica entre a travesti Madona (Igor Cotrim) e a lésbica Elvis (Simone Spoladore), é um dos 10 finalistas do Prêmio Netflix, cujo vencedor será disponibilizado para mais de 35 milhões de usuários ao redor do mundo.
A votação on-line acontece no site: http://premionetflixbr.com/movie/3
“Elvis e Madona” foi exibido em mais de 30 festivais internacionais, tais como os prestigiados Tribeca e Warsaw Film Festival , tendo recebido o prêmio de Melhor Filme pela escolha do público em Paris, Oslo e Milão, além de outros 25 prêmios em diversas categorias. Também foi o grande vencedor do Prêmio da Associação dos Correspondentes Estrangeiros de 2013, com os troféus de Melhor Ator (Igor Cotrim), Melhor Atriz (Simone Spoladore), Melhor Diretor (Marcelo Laffitte) e Melhor Filme.
Contudo, um dos prêmios mais significativos do filme foi o 3º Prêmio Cláudia Celeste de Direitos Humanos, Cultura, Saúde e Cidadania, concedido pela Associação das Travestis e Transexuais do Estado do Rio de Janeiro – Astra Rio, na categoria Cinema.
O filme foi escrito, produzido e dirigido por Marcelo Laffitte, e também conta na ficha técnica com artistas importantes da nossa cultura, tais como Maitê Proença, Elza Soares, José Wilker, Gilberto Gil, LanLan, Buza Ferraz e outros.
A escolha será feita por voto direto dos usuários do Facebook e do Twitter, sendo que cada conta dá direito a um voto, ou seja, quem possuir as duas contas, poderá votar duas vezes.
Assim, solicitamos seu voto e a divulgação de nosso trabalho.
Grande abraço,
Marcelo Laffitte e equipe do "Elvis e Madona"
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Mudei o endereço das minhas mídias sociais
Aviso a todos que o endereço (link)
das minhas mídias sociais mudaram.
Twitter: @JulianaSouzaPT
Blogoosfero: http://blogoosfero.cc/jils
Inclusive a deste Blog que agora é http://julianasouzapt.blogspot.com.br/
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Campanha contra a homofobia no RS
Campanha do Rio Grande do Sul contra a homofobia tem o tema "Amor, seja como for: Respeitar a diversidade é promover a igualdade" e está sendo vinculada em ônibus e outdoors de Porto Alegre, desde segunda (26/08).
Mais informações no site: http://www.estado.rs.gov.br/noticias/1/93417/Governo-do-Estado-lanca-campanha-contra-a-homofobia/14/258//
Mais informações no site: http://www.estado.rs.gov.br/noticias/1/93417/Governo-do-Estado-lanca-campanha-contra-a-homofobia/14/258//
terça-feira, 27 de agosto de 2013
29/08 Dia Nacional da Visibilidade Lésbica
Texto publicado no site Parada Lésbica http://paradalesbica.com.br/2013/08/2908-dia-nacional-da-visibilidade-lesbica/
No dia 29 de Agosto de 1996 aconteceu o I
Seminário Nacional de Lésbicas (SENALE), no Rio de Janeiro, com o tema “Visibilidade,
Saúde e Organização”. Reuniu cerca de 100 mulheres lésbicas e bissexuais, para
debater temas como: lesbianidade, proteção de DST e HIV/AIDS, cidadania e estratégias de atuação nos variados
movimentos que participam.
Em
homenagem a este importante encontro foi definido que dia 29/08 é o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica.
Visibilidade?
Sim, pois em toda história as mulheres foram
esquecidas/apagadas, sendo apresentado apenas o homem como sujeito de ação e
mudanças históricas. E se isto aconteceu com as mulheres o que dizer das
mulheres lésbicas e bissexuais?
Por isso a importância de dar visibilidade às
suas histórias e assim conseguir espaço na sociedade, seja no mercado de
trabalho, na educação, no movimento feminista, movimento LGBT entre outros.
Esta data, além do dia 28/06 (Dia do Orgulho Gay),
é uma forma de reconhecê-las como parte da história e das lutas pela liberdade
de amar, viver e ser da forma que desejarem.
Um exemplo desta luta foi a colocação da
letra “L”, como primeira letra da sigla do movimento que luta pelo
reconhecimento e respeito de pessoas com uma orientação sexual e/ou identidade
de gênero diferente. O que representa o compromisso do movimento em reconhecer
a necessidade da defesa das especificidades da luta e para quebrar a
invisibilidade das mulheres reproduzida, através dos meios de comunicação e
culturalmente, pela sociedade.
É o dia para a gente gritar,
divulgar e visibilizar nossas bandeiras pelo fim do machismo, da bifobia e da lesbofobia!
Pelo fim do controle dos nossos corpos e desejos! Pelo fim de uma sociedade
sexista e heteronormativa!
Links relacionados:
quarta-feira, 5 de junho de 2013
INFORME E DENÚNCIA
INFORME
E DENÚNCIA
Tenho
sofrido ameaças por telefone e e-mails, que representam o quanto as pessoas são
conduzidas pelo sentimento de ódio ao que acreditam ser diferente das regras
normativas da sociedade machista, patriarcal e heteronormativa. São difamações,
calúnias e ameaças de morte.
O
mais recente ataque foi a criação de perfis falsos em redes sociais e comentários
em meu nome em blogs de grande repercussão.
A
tentativa é atacar minha vida militante, pessoal e profissional, a partir da
minha sexualidade, de forma violenta, covarde, intolerante e com completo desrespeito.
Estas
pessoas desconsideram que sou uma cidadã que trabalha, paga impostos e
compartilha os direitos e deveres constitucionais. E acredito, sonho e luto para
que estes direitos sejam garantidos à todas as pessoas, assim como a liberdade
e a igualdade de oportunidade, independente da raça, etnia, gênero, crenças e
orientação sexual.
Tenho atuado no movimento de
defesa dos direitos LGBT, militando em diversos segmentos e isso incomoda aos
que não aceitam a DIVERSIDADE SEXUAL e que promovem a violência através das
ameaças.
Dito isto, venho denunciar os fatos e
informar que estou tomando as medidas legais e cabíveis para descobrir os
autores das ameaças e dos “fakes”.
Aproveito para informar que
mantenho como canal oficial de comunicação apenas um blog (http://jilsdead.blogspot.com)
e uma fanpage no Facebook (www.facebook.com/JulianaSouzaPT). E peço
que se você receber convites de um perfil, ou ver comentários em meu nome com
palavras ofensivas e discriminatórias, use estes canais oficiais para me
comunicar.
Esta atitude me ajudará a
combater esta violência.
Curitiba, 05 de Junho de 2013.
Juliana Souza
terça-feira, 4 de junho de 2013
Manifesto do Congresso da ABGLT
Estado Laico, Democracia e Direitos Humanos
No dia 13 de Maio de 2013 realizamos na cidade de Brasília, Distrito Federal, o Congresso Extraordinário da ABGLT sobre o Estado Laico com o tema “Estado Laico, Democracia e Direitos Humanos”. Esta é a primeira vez que fazemos um Congresso para tirar uma posição política sobre um tema específico, neste caso a Laicidade do Estado.
Nossa Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, a ABGLT, tem 18 anos de existência, coroando o esforço de milhares de militantes LGBT que desde a assembleia de fundação em 1995 vêm se dedicando ao fortalecimento de uma entidade que congregue a maioria das organizações que lutam pelos direitos e pela cidadania LGBT no Brasil. Hoje somos 286 entidades afiliadas e considerada a maior associação LGBT da América Latina.
Sabemos da importância que as iniciativas dos primeiros grupos homossexuais constituídos no final dos anos 70 e começo dos 80 do século passado tiveram para que chegássemos a este momento, pois foi o exemplo de que somente a luta coletiva e organizada pode ter êxito contra a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero.
Diante de uma conjuntura muito particular, em que os direitos humanos e o princípio do Estado laico e a democracia do país estão sendo brutalmente atacados, a ABGLT neste Congresso discute e aprova as seguintes Resoluções:
- Considerando que nestes 18 anos, nossa mobilização contribuiu para que o Estado brasileiro passasse por importantes transformações do ponto de vista da institucionalização das políticas públicas de promoção dos direitos humanos da população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais;
- Considerando que nossos primeiros avanços ocorreram em diversos municípios e estados onde conquistamos legislações de combate à discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, bem como de reconhecimento de nossas datas comemorativas (29 de Janeiro – Dia da Visibilidade Trans, 17 de Maio – Dia Contra a Homofobia e Transfobia, 28 de Junho – Dia do Orgulho LGBT, 29 de Agosto – Dia da Visibilidade Lésbica) e de ações afirmativas na educação e na saúde;
- Considerando que todos os avanços provocaram, em contrapartida, um crescimento da organização dos setores conservadores e um recrudescimento das ações dos fundamentalistas religiosos, que têm conseguido uma maior capilaridade política e capacidade de pressão sobre os diferentes governos;
- Considerando que nossos primeiros avanços ocorreram em diversos municípios e estados onde conquistamos legislações de combate à discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, bem como de reconhecimento de nossas datas comemorativas (29 de Janeiro – Dia da Visibilidade Trans, 17 de Maio – Dia Contra a Homofobia e Transfobia, 28 de Junho – Dia do Orgulho LGBT, 29 de Agosto – Dia da Visibilidade Lésbica) e de ações afirmativas na educação e na saúde;
- Considerando que todos os avanços provocaram, em contrapartida, um crescimento da organização dos setores conservadores e um recrudescimento das ações dos fundamentalistas religiosos, que têm conseguido uma maior capilaridade política e capacidade de pressão sobre os diferentes governos;
- Considerando que na democracia pluralista igualitária brasileira são garantidos a todas as pessoas a liberdade de expressão, a liberdade de crença, o livre exercício do culto e o direito da pessoa não ter nenhuma crença ou religião, desde que não firam a dignidade humana de outrem;
- Considerando que o Brasil é um Estado laico, no qual não há nenhuma religião oficial. Um Estado laico não é um Estado ateu ou intolerante às liberdades religiosas. Em um Estado laico, não há nem perseguição religiosa nem proteção às religiões. É exatamente a laicidade do Estado o que permite que cada indivíduo decida se quer comungar de determinadas crenças religiosas. Em um Estado laico, os órgãos públicos devem ser neutros em matéria religiosa. Isso não significa que quem os integra não possa professar suas crenças individualmente ou com suas famílias e tampouco que sua liberdade de expressão religiosa possa ser cerceada. Significa apenas que sua atuação profissional não deve se pautar pelas suas crenças religiosas (adaptado de Diniz, 2011);
- Considerando que o artigo 19 da Constituição Federal estabelece que “é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público”;
- Considerando que a campanha presidencial de 2010 foi um momento de profundo tensionamento do campo conservador sobre as candidaturas de maior expressão de votos, as quais recuaram e assumiram publicamente o descompromisso com propostas como o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a legalização do aborto, e provocaram ainda um congelamento de outras agendas fundamentais dos direitos humanos;
- Considerando que a violência motivada pela intolerância à diversidade sexual, à livre orientação sexual e identidade de gênero, que já atingia em grande número a população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, mais recentemente tem vitimado inclusive pessoas heterossexuais, o que evidencia a situação alarmante a que chegamos, além de militantes do movimento LGBT também terem passado a ser alvos desta violência.
- Considerando que a violência motivada pela intolerância à diversidade sexual, à livre orientação sexual e identidade de gênero, que já atingia em grande número a população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, mais recentemente tem vitimado inclusive pessoas heterossexuais, o que evidencia a situação alarmante a que chegamos, além de militantes do movimento LGBT também terem passado a ser alvos desta violência.
A ABGLT resolve:
Implementar uma campanha nacional em defesa do Estado Laico, da Democracia e dos Direitos Humanos;
Implementar uma campanha nacional em defesa do Estado Laico, da Democracia e dos Direitos Humanos;
Orientar o conjunto de suas afiliadas para que se articule, incorpore e construa o Movimento Estratégico pelo Estado Laico, por meio de Comitês nos estados e municípios;
Orientar o conjunto de suas afiliadas para que apoiem Frentes Parlamentares LGBT e de Direitos Humanos no Congresso Nacional, nas Assembleias Legislativas Estaduais e nas Câmaras Municipais;
Combater os avanços do fundamentalismo e do retrocesso dos princípios e valores democráticos que se evidenciam quando vimos leis com objetivos como os do Projeto de Decreto Legislativo 234/2011, que visa sustar a aplicação do Parágrafo Único do Artigo 3º e Artigo 4º da Resolução do Conselho Federal de Psicologia nº 1, de 23 de março de 1999;
Defender a aprovação do Projeto de Lei da Câmara nº 122/2006 no Congresso Nacional e a consequente aplicação da lei que prevê a punição no Brasil doscrimes de ódio e de intolerância, sendo estes os praticados por motivo de discriminação ou preconceito de identidade de gênero, orientação sexual, idade, deficiência ou por outro motivo assemelhado, indicativo de ódio ou intolerância;
Entrar massivamente nas discussões e mobilizações, como parte da nossa agenda cotidiana, as reformas hoje urgentes à democracia brasileira, em especial a Reforma Política que tenha no seu bojo o financiamento público de campanhas eleitorais, o voto em lista – com respeito à diversidade sexual, às questões de gênero, à raça e geração – o Marco Regulatório das concessões públicas dos meios de comunicação – para que sejam respeitados os preceitos democráticos constitucionais inclusive o artigo 19 que veda a subvenção de cultos ou igrejas –, bem como a ampliação dos instrumentos de participação popular;
Intensificar o caráter de mobilização de lutas, ampliando o diálogo com outros movimentos sociais e populares, universidades e entidades de classe, entre outros;
Intensificar o caráter de mobilização de lutas, ampliando o diálogo com outros movimentos sociais e populares, universidades e entidades de classe, entre outros;
Por fim, é preciso rediscutir nossa relação com o governo, na posição de movimento social, garantindo a nossa independência e autonomia frente a qualquer governo.
Neste sentido, nós nesse Primeiro Congresso Extraordinário da Associação Brasileira de Lésbicas, Gay, Bissexuais, Travestis e Transexuais, defendemos incondicionalmente o Estado Laico, a Democracia e os Direitos Humanos!
Avante ABGLT, para seguir em frente!
ABGLT- Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais
Brasília, 13 de Maio de 2013
Endossam este Manifesto as seguintes instituições e indivíduos:
Instituição / Nome Cidade/UF
(assinar)
Assinam as 286 organizações afiliadas da ABGLT:
terça-feira, 21 de maio de 2013
Bancada evangélica se recusa a ouvir fala do movimento LGBT
Ontem (dia 20/05) participei da Tribuna Livre na Câmara de Vereadores de Curitiba, que tinha como intenção dedicar espaço para a comemoração do Dia Municipal Contra a Homofobia (Lei 12.217/2007)
A questão é que a bancada evangélica municipal decidiu usar o mesmo dia para falar por mais de duas horas sobre a Marcha para Jesus e do projeto de título de cidadão honorário à um pastor da igreja Bola de Neve.
O presidente da Câmara, Salamuni, teve de interromper a sessão para que o espaço para fala dos convidados do movimento LGBT fosse garantido. O que causou debate e revolta do Pastor Valdemmir, que se retirou da sessão (ouça aqui).
Dos 11 vereadores da bancada evangélica, nove deixaram o plenário. São eles: Ailton Araujo, Tiago Gevert, Jorge Bernardi, Valdemir Soares, Chicarelli, Chico do Uberaba, Cristiano Santos, Dirceu Moreira e Noemia Rocha. Apenas a vereadora Carla Pimentel e Cacá Pereira permaneceram.
Links relacionados:
Neste link você ouve trechos dos debates: http://bandnewsfmcuritiba.com/2013/05/20/vereadores-evangelicos-abandonam-plenario-em-sessao-com-representantes-lgbt/
http://londrina.odiario.com/parana/noticia/745685/vereadores-evangelicos-abandonam-sessao-em-discurso-lgbt/
http://www.bandab.com.br/jornalismo/geral/vereadores-evangelicos-abandonam-sessao-durante-discurso-de-militante-lgbt-55598/
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